05.12.2011

Como funcionará o MOV-S?

Nas anteriores edições, os conteúdos de MOV-S foram traçados por comissários independentes e pelas próprias administrações públicas que lideram o projeto.

Nesta quarta edição, MOV-S propõe um modelo colaborativo. O programa do encontro que vai ser realizado em Cádis do 14 ao 17 de junho de 2012 quer refletir as diferentes linhas de pensamento, as inquietudes e singularidades que, na hora de pensar o futuro, tem o sector da dança em Ibero-América.

MOV-S se converte, portanto, num processo de trabalho com o qual se quer abrir um conteúdo pensado pela comunidade da dança e a sociedade civil.

O encontro que terá lugar em Cádis não quer ser mais que um “artefacto” de prova para pôr em prática aquelas metodologias que cremos que podem ser interessantes para operar a longo prazo: horizontalidade, colaboração, rede, escuta ativa, procomum, pensamento colectivo, etc. Estas são algumas das chaves que movem o desenvolvimento da edição de 2012.

Portanto, os conteúdos serão expostos pela organização a partir de uma série de entrevistas realizadas a um colectivo de profissionais da comunidade da dança ibero-americana –e de outros âmbitos sociais e culturais–. Também foram abertos canais de comunicação através das redes sociais com o objetivo de que qualquer projeto de interesse para MOV-S possa ter cabida na discussão pública.

Quanto às entrevistas, vamos dirigir-nos aos diferentes agentes que configuram o sector da dança (artistas, produtores, distribuidores, programadores, comissários, mundo acadêmico, prensa e crítica, políticos, público) para lhes perguntar sobre os temas preocupantes à hora de falar de futuro.

As perguntas propostas são as seguintes:

  • Que perguntas ou temas propõe para o debate em MOV-S 2012 se queremos falar de futuro e de outras formas de operar na dança?
  • Que pessoas crê que deveriam participar nas mesas de debate para reflexionar desde a teoria e/ou desde a prática sobre outros modos de operar na dança no futuro?
  • Que projetos relacionados com a dança e a arte em geral, que estejam a levar a cabo práticas ou a provocar reflexões sobre outros modos de operar na dança dentro do contexto atual, deveriam ser apresentados dentro do marco de MOV-S?
  • Que artistas ou projetos artísticos que impliquem outros modos de criar, produzir, difundir e apresentar os seus trabalhos deveriam estar presentes nos debates ou na programação artística?
  • Tendo em conta que MOV-S é como um processo e não como um evento, como crê que se deveria dar continuidade ao trabalho? De que maneira se deveria continuar avançando sobre os acordos e projetos?
  • Como se deveria trabalhar durante o evento? Que tipo de atividades deveriam estar incluídas no programa? Há alguma dinâmica em particular que devesse ser proposta?

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